Alpine não vai a lugar nenhum. Ainda não, de qualquer maneira.
O Grupo Renault não está vendendo sua equipe de Fórmula 1 ao lance mais alto ou abandonando o circo. Eles estão mantendo o controle.
“Continuaremos na F1”, deixou claro François Provost, CEO da Renault. “Queremos crescer passo a passo.”
A equipe baseada em Enstone se transformou o suficiente para deixar uma lagarta com ciúmes. Tudo começou como Renault. Depois Alpino. Agora está comprando motores da Mercedes, e não fabricando os seus próprios.
E a partir da próxima temporada? O nome muda novamente. Gucci está comprando o patrocínio do título. E fazendo algum investimento também.
Não é apenas um logotipo no sidepod. Isso é dinheiro sério. Visibilidade séria.
O boato nunca dorme
As pessoas pensam que todo mundo está circulando no pit lane em busca de uma fatia. Ou o bolo inteiro.
Mercedes está sussurrando no ouvido direito. BYD quer dar uma olhada. Toto Wolff tem interesses. Até Christian Horner foi mencionado. Parece que todo magnata do setor automotivo quer um pedaço do maior palco do esporte.
Provost não se deixou influenciar pelas fofocas. Ou a pressão.
Ele admite que o lado operacional precisa de trabalho. Trabalho duro. “Tem que melhorar”, diz ele, sem rodeios. Sem fofo.
Mas o carro está andando mais rápido. Ele percebeu.
“Agitamos a equipe… não de uma maneira muito ordenada. Você vê o desempenho melhorando.”
É perfeito? Não. Ele disse que espera glória instantânea? Não. “Sou humilde”, insiste Provost. “Isso levará tempo.”
Tempo que claramente planejam passar em Enstone. Não em alguma mesa de reunião entregando as chaves de uma casa de luxo italiana, mesmo que a Gucci esteja assinando os cheques para o telhado.
Por que incomoda?
Marketing.
O negócio da Gucci? Provost chama isso de “significativo”.
O reconhecimento da marca na F1 não é sutil. É um outdoor sobre esteróides. Gucci chama a atenção. A Alpine recebe um aumento no orçamento que pode finalmente acalmar os rumores de instabilidade.
Também há romance. Ou tanto quanto um CEO automotivo admitirá. A Renault adora carros. Eles realmente os fazem, lembra?
Provost não deixaria a F1 escapar porque “os acionistas exigiam eficiência” ou algo igualmente árido. Ele conectou isso de volta à alma do produto.
“As corridas de Grande Prémio também são importantes… para tornar os seus carros desejáveis.”
Transferências de excitação. Da pista ao showroom. Talvez seja por isso que eles estão por aqui. Para vender o sonho da velocidade junto com o carro real.
Ou talvez eles finalmente tenham um plano que funcione.
Porém, uma coisa é clara. Eles não vão embora.
E na F1? Manter o curso geralmente é mais difícil do que desistir.
Veremos se o cheque da Gucci traz velocidade ou apenas melhor cobertura da imprensa.
